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Sardoal

Com cerca de 92 km2, o concelho do Sardoal tem uma identidade muito própria, resultado da zona de transição entre o Ribatejo, a Beira Baixa e o Alentejo. Uma simbiose cultural, etnográfica e gastronómica que lhe confere características únicas reflectidas nos monumentos religiosos, nas paisagens, nos costumes e tradições, na arquitectura popular, nos sabores, nas gentes…  

A vila do Sardoal é uma daquelas terras onde um olhar mais atento leva quase ao encantamento. Descubra-a!

A História Perdem-se nas brumas do tempo as origens do Sardoal e não são conhecidas memórias que por escrito ou por tradição, possam informar dos seus princípios. Em 1313 já merecia a atenção da Rainha Santa Isabel que lhe instituiu e confirmou algumas regalias e isenções, sendo tradição que nesse ano lhe deu o seu primeiro Foral... Certo e seguro, é que em 22 de Setembro de 1531, em Évora, D. João III, elevou o lugar de Sardoal à categoria de Vila e lhe mandou demarcar, por carta de 10 de Agosto de 1532, novo termo, mais condizente com a sua nova condição. Faz parte do Distrito de Santarém (Ribatejo), numa zona de transição por excelência, entre esta Província, o Alentejo e a Beira Baixa. Com grande ligação histórica / afectiva a Gil Vicente (que cita o Sardoal em, pelo menos, três das suas obras, “Tragicomédia Pastoril da Serra da Estrela”, “Auto do Juiz da Beira” e “Auto da Barca do Inferno”, chamando “Lagartos” aos habitantes da vila), a terra tem grande orgulho no seu Centro Histórico, característico ambiente urbano onde coexistem alguns exemplares de arquitectura tradicional e vernacular. Na Igreja Matriz merecem destaque os sete Retábulos, pintados a óleo sobre madeira de carvalho, atribuídos ao Mestre de Sardoal, obras que marcam a transição estética da pintura portuguesa do Século XV para o Século XVI (período manuelino), o altar-mor, em talha barroca, os painéis cerâmicos da Capela-Mor, da autoria de Gabriel d’El Barco, datados de 1701, entre outros motivos de interesse. Na Igreja da Misericórdia, o seu portal renascentista, cuja autoria é atribuída a Nicolau de Chanterenne e o revestimento cerâmico do seu interior, do final do Século XVII e na Igreja de Santa Maria da Caridade, a harmoniosa simplicidade do seu claustro franciscano e da sua Sacristia. A Procissão dos Passos do Senhor, no 2.º Domingo antes da Páscoa e as cerimónias litúrgicas da Semana Santa, com especial destaque para a Procissão dos Fogaréus, na noite de Quinta-Feira Santa e para as capelas decoradas com milhares de pétalas de flores, em interessantes arranjos artísticos. in CMS
A Caracterização A Vila Jardim é constituída por quatro freguesias: Santigo de Montalegre, Valhascos, Alcaravela e Sardoal. Este concelho tem um total de 4.098 habitantes, registados nos Censos de 2001. Acessibilidades O concelho de Sardoal, sendo um dos concelhos do Médio Tejo, mais a norte do distrito de Santarém e no interior do País, faz fronteira com os Municípios vizinhos de Abrantes, Mação e Vila de Rei. Pela sua localização geográfica pode considerar-se na confluência de três regiões distintas: Ribatejo, Alentejo e Beira Baixa, a que foi buscar as raízes da sua identidade cultural. Tem boas acessibilidades rodoviárias, através da Variante à EN2 que o liga à A23 e à A1 e ao IC8 (Sertã), sendo servido, em termos ferroviários pela Linha da Beira Baixa (Estação de Alferrarede/Abrantes, a 7Km), situando-se a cerca de 150 Km de Lisboa. Pertence à Comarca de Abrantes e ao distrito de Santarém, integrando a Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo, a Comunidade Urbana do Médio Tejo e a Região de Turismo dos Templários. Eclesiasticamente pertence à Diocese de Portalegre e Castelo Branco.